Gabriela Jorge

Friday, June 16, 2006

CONFIRA

Pra quem conhece a língua francesa, segue o trailer de THE DA VINCI CODE. Pra quem não conhece, valem as imagens.

O CÓDIGO NAS TELAS

O Priorado de Sião, sociedade secreta que guardava os segredos do Santo Graal, hoje já pode ser conferido nas grandes telas. A Sony comprou os direitos de adaptação de “O Código Da Vinci” por US$ 6 milhões e Tom Hanks atua como o personagem Robert Langdon, estudioso que junto com a personagem Sophie Neveu, descobrem os segredos da trama. O elenco conta ainda com a participação de Andrey Tatou, Jean Reno, Ian McKellen e Alfred Molina e a direção de Ron Howard.

O interessante de pois de ler o livro e assistir ao filme, segundo o professor Fernando Altenmeyer, é ler o Evangelho de São Marcos, quando, segundo ele, o próprio leitor saberá identificar o que é verdadeiro e o que á fictício na obra de Dan Brown.

DAN BROWN E OS SEGREDOS DO PRIORADO DE SIÃO

Colocar em cheque dogmas da Igreja Católica já não é novidade para ninguém. “Vira e mexe” novas histórias contrariam o que já sabemos há anos sobre a Bíblia e seus personagens mas nunca são comprovados ou acreditados pela massa católica do mundo. Desta vez, o escritor Dan Brown mexeu com os brios do alto clero da religião: em sua obra (O Código Da Vinci), Jesus não passou de um homem não divino que se casou com Maria Madalena, teve oito filhos, e mais, foi ela quem foi líder dos discípulos que espalharam a “Boa Nova” pelo mundo.

Tratada como fictícia, a história recebeu críticas diversas de católicos, protestantes e estudiosos das religiões, que afirmam se tratar de uma afronta à figura histórica de Jesus de Nazaré. O autor diz que o livro foi baseado em passagens verdadeiras que foram excluídas da Bíblia e escondidas pela Igreja Católica. O professor de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Fernando Altenmeyer, afirma que realmente a Igreja achou por bem selecionar os escritos na época. “Seria impossível fazer uma Bíblia com 5 mil escritos”, diz. Ele acrescenta que os mesmos são reconhecidos pelo Vaticano e que foram encontrados após a finalização do Livro Sagrado.

Envolvendo críticas, o livro ganhou um grande empurrão nas vendas e alcançou a marca de 6 milhões de exemplares vendidos. Críticos de leitura afirmam que Dan Brown consegue prender o leitor capítulo por capítulo, sem cansar, mesmo sendo uma obra de mais de 500 páginas.

Friday, May 12, 2006

INTERFACE E VIRTUALIZAÇÃO

Os textos oferecidos pelo professor na disciplina de Jornalismo Online, nos fazem refletir sobre como os computadores e a virtualização de atividades antes feitas com papel e caneta mudaram nossa maneira de refletir e agir nos últimos anos. Sem que percebêssemos, fomos nos adaptando e nos tornando interessados cada dia mais pelas novas tecnologias e facilidades trazidas com o advento do computador e dos softwares. O autor Steven Johnson, no livro Cultura da Interface – Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar, descreve a situação ocorrida com ele mesmo, quando seu hábito de escrever nos tradicionais blocos amarelos e transcrever o texto pronto para o editor de textos, aos poucos foi sendo substituído pela facilidade da criação direta no computador, utilizando dos recursos como a tecla “delete” e formatação de fonte. Mais do que mudar nossa forma de escrever, o computador mudou nossa maneira de pensar.
Mas todos os avanços da tecnologia da informática só são possíveis quando há o texto. De nada adiantam as facilidades de procura de arquivos, ou mesmo as infinitas barras de formatação sem as palavras. Notamos as grandes mudanças das interfaces gráficas, mas o texto em sua essência não mudou muito nos últimos anos. A tecnologia avançou muito, mas não fez ainda com que computadores leiam um livro e o compreendam.
É sobre a importância do texto, que o autor Pierre Lévy fala no livro O que é virtual¿

“Estamos ao mesmo tempo aqui e lá graças às técnicas de comunicação e de telepresença. Os equipamentos de visualização médicos tornam transparente nossa interioridade orgânica. (...)”
Pierre Lévy

Pierre Lévy finaliza sua explanação a respeito do hipertexto voltando aos primórdios da invenção da escrita. Segundo ele, a virtualização do texto não surge para aniquilá-lo em sua forma física, mas surge para faze-lo coincidir com a sua essência. “Como se saíssemos de uma certa pré-história e a aventura do texto começasse realmente”.
No texto O que é o virtual, mais do que discutir o texto e o hipertexto, Pierre Lévy nos relembra da época em que estamos vivendo, quando nossos sentidos são virtualizados: o telefone para a audição, a televisão para a visão, os sistemas de telemanipulações para o tato e a interação sensório-motora. Hoje, a parte interna de nosso corpo pode ser visto pelos médicos sem um corte sequer. Neste sentido, pode-se falar de hipercorpo, no momento em que os transplantes possibilitam a troca de órgãos entre pessoas e entre mortos e vivos, da mesma forma que enxertos, ou ainda, implantes e próteses completam nossas deficiências e acabam se misturando ao nosso corpo vivo.
Neste sentido, ao falarmos em virtualização do texto, deparamos com o tema trazido por Pierre Lévy: a leitura ou a atualização do texto. Segundo ele, ao interpretar, ao dar sentido ao texto, o leitor leva adiante as atualizações fornecidas pelo mesmo. Este é o fim da leitura, desdobrar o sentido inicial do texto. Lévy comenta que em certo momento, do texto propriamente dito, pouco irá nos restar pois já o “decupamos” e absorvemos.

“Escutar, olhar, ler equivale finalmente a construir-se.”
Pierre Lévy

É certo que ao lermos um texto, conectamos as informações ali contidas com a bagagem cultural pré-existente em nossa memória e esta é mais uma das funções do hipertexto.
O hipertexto informático, texto contemporâneo, assume cada vez mais as características de um diálogo. Neste caso, os critérios, segundo Pierre Lévy, também mudam: pertinência em função do momento, dos leitores e dos lugares virtuais; brevidade, graças a possibilidade de apontar imediatamente as referências; eficiência, pois prestar serviço ao leitor (e em particular ajuda-lo a navegar) é o melhor meio de ser reconhecido sob o dilúvio informacional.
Falando da potencialização do texto, Pierre Lévy, também é incisivo quando diz que a digitalização e as novas formas de apresentação do texto só nos interessam porque dão acesso a outras maneiras de ler e compreender. O hipertexto, assim, é um texto potencial, pois permite a interação do usuário/leitor. No mesmo sentido, a hipercontextualização incita no leitor sua reserva cultural e instrumentos de composição, os quais possibilitam a projeção de outros textos. “O texto é transformado em problemática textual.” E desta forma, sempre existiram conexões entre a leitura individual e a navegação pelas redes digitais, onde um grande número de pessoas faz seus acréscimos aos textos por nós produzidos através de ligações hipertextuais. O navegador pode se tornar autor participando da estruturação do hipertexto.

“Assim a escrita e a leitura trocam de papéis. Todo aquele que participa da estruturação do hipertexto, do traçado pontilhado das possíveis dobras do sentido, já é um leitor. Simetricamente, que atualiza um percurso ou manifesta este ou aquele aspecto da reserva documental contribui para a redação, conclui momentaneamente uma escrita interminável. (...) A partir do hipertexto, toda leitura tornou-se um ato de escrita.”
Pierre Lévy

O texto agora deixa de ter um lugar específico, basta que ele exista apenas em um computador para, em seguida, fazer parte da rede mundial. A digitalização proporcionou que um mesmo texto esteja acessível em qualquer lugar do mundo e seja passível de alterações e contribuições a qualquer momento. As ligações e vínculos acabam sendo tantos, que a diferença do texto original para as milhares de cópias que acabam sendo criadas, se perde.
Como comentado no início deste texto, Pierre Lévy levanta um questionamento: a multiplicação das telas anuncia o fim do escrito¿ Não. A multiplicação dos textos e contribuições infinitas sempre necessitaram de um texto original. E os textos digitalizados nunca ocuparam o espaço do impresso clássico. É como se as mudanças no texto, agora realizassem seu verdadeiro fim.

“Enfim, como se saíssemos de uma certa pré-história e a aventura do texto começasse realmente. Como se acabássemos de inventar a escrita.”
Pierre Lévy

Pierre Lévy, nos faz refletir o texto de uma forma diferente. Pensar no hipertexto hoje ainda nos causa estranheza. Participar, contribuir com um texto, fazer papel de co-autor nos assusta tanto como participantes que interferem no trabalho dos outros, como autores que não permitem a participação em seu texto. Mas mais do que o texto, o pensamento também está mudando, assim como nos adaptamos a digitalização há alguns anos, conforme comenta Steven Johnson.

Monday, April 03, 2006

SITES DE NOTÍCIA

Na tentativa de atrair o leitor para um ou outro portal de informação, muitos são os recursos utilizados pelos mesmos. Publicam fotos, criam boxes para informações adicionais, trazem entrevistas. A própria formatação da reportagem na página também atrai o leitor. Como exemplo, a formatação da notícia sobre a seleção de tênis que vai disputar a Davis está terrível no site do

Friday, March 24, 2006

OS PADRÕES DA TV DIGITAL

O Brasil ainda aguarda a decisão do governo federal a respeito dos padrões de TV Digital. Pesquisas estão em andamento no sentido de identificar o padrão que se encaixe na realidade brasileira de TV. Mas, as previsões são positivas, segundo o Ministro das Comunicações, fulano de tal, o presidente Lula assistirá a Copa do Mundo em uma televisão digital.
As dúvidas brasileiras giram em torno de três padrões existentes no mundo e que foram criados com características dos seus países criadores. Acompanhe as especificações de cada um deles.

(ATSC) Advanced Television System Comitee (origem: Estados Unidos): Foi o primeiro padrão digital de transmissão de TV, desenvolvido no início dos anos 90, para transmitir imagens e som com qualidade de cinema às casas em que houvesse um aparelho de TV. Foi lançado em 1998 e já é utilizado por mais de 1.200 estações de TV nos EUA. Contribui para a popularização e conseqüente redução de preços de telas de alta definição, o que beneficia todo o mercado mundial de alta definição, independentemente do padrão de transmissão mas, em contra partida, os receptores comerciais só funcionam razoavelmente com antenas externas, embora já existam estudos, em termos de protótipos laboratoriais, para uso com antenas internas. Além disso, é controlado pela Zenith, da sul-coreana LG, que não abre mão do pagamento de royalties. Também não oferece opção de televisão móvel ou portátil.

(DVB) Digital Video Broadcasting (origem: Europa): Desenvolvido na Europa em 1998, este padrão está em uso em mais de dez países, inclusive Inglaterra, Portugal, Espanha, e se estende gradativamente a todo continente europeu. Sua camada de middleware (interface entre sistema e aplicativos) tende a ser adotada mundialmente. Está sendo desenvolvida uma nova modalidade, o DVB-H, para recepção em dispositivos móveis pessoais, que permitirá a convergência com 3G. Tem como desvantagem estar sujeito a interferências prejudiciais de eletrodomésticos e motores elétricos. O padrão DVB-T tradicional, também apresenta restrições à recepção móvel e portátil. Não permite a transmissão simultânea de alta definição para receptores fixos e de definição standard para receptores portáteis.

(ISDB – T) Integrated Services Digital Broadcasting - Terrestrial (origem: Japão): Foi o último padrão de transmissão a ser desenvolvido e entrou em operação em dezembro de 2003 no Japão. Foi desenvolvido para transmitir alta definição para televisores fixos, equipados com antena externa ou interna e, ao mesmo tempo, capaz de transmitir imagens standard para dispositivos móveis ou portáteis. Tem convergência total com telefones celulares 3G. É flexível, permitindo todas as aplicações imagináveis.

A TV DIGITAL NO BRASIL

A televisão é hoje um dos meios de comunicação de massa mais difundidos do Brasil. De acordo com informações do Ministério das Comunicações, 91% dos lares de nosso país possuem aparelhos de TV e mais de 81% recebem exclusivamente sinais da TV aberta. Neste sentido, o governo federal discute há algum tempo, a implantação da TV Digital.
A utilização de novas tecnologias digitais traz aos usuários novos serviços e aplicações de telecomunicações, principalmente aqueles baseados em interatividade, viabiliza a possibilidade de uma mesma emissora de TV ofertar um conjunto maior e diversificado de programas simultaneamente e melhora consideravelmente a qualidade de vídeo e áudio.
Hoje, existem três sistemas de televisão digital no mundo: o sistema americano, europeu e o japonês. Cada um deles foi criado tendo em vista as condições peculiares dos países que o conceberam. Entretanto, a televisão digital não é apenas uma evolução tecnológica da televisão analógica, mas uma nova plataforma de comunicação o que faz com que a adoção de um dos sistemas já idealizado por outro país, considerando sua realidade, possa não atender às necessidades e, principalmente, as condiçõs do Brasil.
Para resolver esta questão, estão sendo realizadas pesquisas por todo país, com o objetivo de escolher o padrão mais adequado à nossa realidade. Estes estudos deverão levar em conta o aproveitamento dos 54 milhões de receptores analógicos instalados e que os usuários possam mantê-los ainda por algum tempo.
O Ministério das Comunicações prevê a decisão do sistema a ser utilizado, tão logo seja concluída a pesquisa envolvendo aspectos tecnológicos, sociais, industriais, econômicos e de comércio exterior. Enquanto isso, aguardamos anciosos.

Friday, March 03, 2006

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